quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TREZENTOS E SETENTA E CINCO MILHÕES PARA O HAITI! E PARA AS CATÁSTROFES BRASILEIRAS, NADA?

Será que está certo um governante receber título de: Estadista Global, no Fórum Econômico de Davos/Suíça, por conta de ajudas internacionais, como por exemplo, ao Haiti, enquanto milhares de brasileiros tem seus carros e casas destruídos pelas enchentes, em quase todo o país? É ótimo o presidente do meu país receber uma homenagem desta envergadura! Fico feliz, afinal é um brasileiro sofrido e que soube muito bem colher os frutos das ações plantadas pelos presidentes que o antecederam. Parabéns! Mas não posso aceitar e nenhum brasileiro deve aceitar que se faça doações para outros países sem antes resolver os nossos problemas. Caridade é a terceira maior virtude do homem, porém, deve-se fazer caridade primeiro com os mais próximos e depois com os distantes. Tenho pena do povo haitiano, não tenham dúvidas, mas tenho mais pena dos brasileiros assassinados diariamente por falta de segurança/policiais; tenho pena de brasileiros que perderam e perdem suas casas por falta de uma política habitacional e de preservação do solo; tenho pena dos brasileiros que perderam e perdem a vida, por exemplo, na BR 470, que está um verdadeiro caos; tenho pena daquelas crianças, lá no norte, que precisam fazer rodinhas, para fazerem as sua necessidades básicas na escola, por não ter banheiros e nem água potável naquelas escolas; tenho pena dos aposentados e pensionistas que recebem o mísero salário mínimo e os que ganham um pouco mais que um salário mínimo, recebem um misero aumento, bem menor que o aumento do salário mínimo. Dá pena, é de assistir na TV que milhares de pessoas na cidade de ITAPEVI em São Paulo, por exemplo, perderam tudo e a prefeita diz precisar de DUZENTOS MILHÕES para acabar com as enchentes que todo o ano assolam aquela cidade, e certamente não os conseguirá do governo federal. Afinal decidiu erroneamente mandar TREZENTOS E SETENTA E CINCO MILHÕES para o Haiti. Se eu fosse presidente, mesmo sendo importante o título de Davos, eu o receberia, mas as escondidas choraria, porque ser estadista é principalmente voltar-se ao povo que governa, deixando de lado vaidades pessoais. Quando prefeito de Laurentino, SC, repassei parte do lucro de duas festas do queijo para a construção do HOSPITAL REGIONAL, pois o hospital atendia e atende os laurentinenses. Será que algum brasileiro será atendido pelo governo do Haiti? É brincadeira o que fazem com o dinheiro dos nossos impostos! As eleições estão a próximas, precisamos prestar mais atenção!!!!.

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