domingo, 25 de outubro de 2009

A VERGONHA NACIONAL TEM ENDEREÇO CERTO: AS ELEIÇÕES

O Ministério Público Federal no Acre denunciou à Justiça sete pessoas suspeitas de desviarem R$ 23 milhões em obras de uma rodovia federal durante o governo de Jorge Viana (PT), de 1999 a 2006. Dois ex-diretores do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (Deracre) estão nessa lista. As supostas irregularidades foram detectadas na BR-364, que cruza o Estado e vai até a fronteira com o Peru. Alguém tem dúvida que isso tem a ver com as eleições? Ninguém pode duvidar, pois o alto custo das campanhas eleitorais, aliado à safadeza de muitos políticos, faz com que as obras sejam superfaturadas para poder ter o dinheiro para financiar as campanhas eleitorais, que são muito caras. Não seriam caras se o político se sujeitasse a ser candidato sem preocupar-se em montar uma estrutura astronômica, a ponto de obrigá-lo a gastar verdadeiras fortunas. Com relação ao tema central desta reportagem, entendo ser urgente e necessária a municipalização das rodovias estaduais e federais. Algum prefeito poderá dizer: “É loucura!”, mas provo que não é!, pois se os governos, federal e estadual, repassassem 50%(cinqüenta por cento) do que gastam com as rodovias aos municípios para que cada um cuide da malha viária que cruza o município, seriam feitas e mantidas muito mais rodovias, porque os prefeitos poderiam contratar empreiteiras, sem aquele esquema todo de gorjeta para cá, gorjeta para lá, suborno daqui, suborno dali. Estarei falando alguma asneira? Não! É isso mesmo que acontece! Esta idéia eu já a defendi na AMAVI quando tive a honra de ser presidente em 1989. Na verdade, a remeti para diversos deputados e senadores. Nem deram bola. Não interessou para ninguém! Para que você, leitor tenha a idéia de como funciona, cito o exemplo da construção do asfaltamento da Avenida Colombo Machado Salles em Laurentino, SC. Quando, prefeito daquela cidade, havendo resolvido asfaltá-la, entreguei 03(três) cartas convites. Uma das empresas que recebeu foi a Construtora Brasil, com sede em Minas Gerais. O apontador, que foi meu colega de aula na faculdade de administração de empresas, pediu-me se eu queria preço DNER, da época, hoje DNIT, ou preço particular. Disse a ele que não saberia porque teria diferença! Então ele me falou: “veja o recapeamento da BR 470, trecho de Ibirama a Otacílio Costa, cuja obra estamos executando, a contratamos por 64 milhões, se fosse particular poderíamos cobrar apenas 16 milhões”. Eu não conseguia entender! Depois entendi, pois declarou sem titubear que o valor acima dos 16 milhões acabava sendo repassado a políticos e a engenheiros, e que na hora de liberar os recursos, ou seja, de receber, teriam que repassar valores astronômicos para os intermediários, influentes políticos para poderem ver a cor do dinheiro. Alguém dúvida? É louco! Porque basta saber do mensalão, dólares nas cuecas, altos empregos no Senado, etc, para saber que só a municipalização das rodovias é capaz de melhorá-las e ampliar em muito os quilômetros da malha viária deste país. Importante que nós contratamos aquele asfaltamento por preço particular, já que a obra foi bancada pelo município de Laurentino e pelos moradores daquela avenida. Valeu a pena!

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