Os dias da falsa modéstia estão contados. O orgulho está saindo do limbo reservado aos vícios de comportamento considerados pecado ou falta de caráter, graças a uma série de estudos psicológicos que acabam de sair do forno. Eles mostram que, ao contrário do que sempre se pregou, é bom se orgulhar de si mesmo e de suas conquistas e expor aos outros com altivez. Encontraram também uma função social para ele. Tradicionalmente tido como uma emoção muito individualista, o orgulho tem sido avaliado como um sentimento de importante componente agregador e um protetor natural do amor próprio.
O exemplo mais evidente é o do artista plástico Max, vencedor da nona edição do Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo. Um dos gestos característicos do novo milionário no reality show era bater o punho fechado no peito. "Desde adolescente digo que tenho orgulho de ser quem eu sou", diz. "Minha autoestima sempre foi muito grande. "Um estudo de 2008, por pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, e da Universidade de São Francisco, nos EUA, demonstrou que os gestos associados ao orgulho são parecidos em praticamente todas as culturas. Os especialistas compararam as expressões faciais de atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2004. Competidores de 37 países, incluindo cegos, exibiram feições muito semelhantes no momento da vitória. Assim, vale dizer que sempre foi errônea a idéia de que quem se ama e fala bem de si próprio ou se vangloria pelo sucesso, enquanto muitos ficam olhando o bonde passar, fosse algo nocivo, muito pelo contrário: ter orgulho de si e buscar sempre mais para si, seus familiares e para a comunidade onde vive é algo que deve ser admirado nas pessoas. A pobreza de espírito é a pior pobreza que existe! Confiança nunca é demais!
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